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O quinto elemento (capítulo 21)

O velocímetro apontava 150 km/h e eu não tinha intenção alguma de reduzir, não tinha carros pela estrada e isso me permitia dirigir com mais velocidade. Eu estava tranquilo, tinha certeza que nosso plano daria certo, estava muito confiante disso, meus amigos também.
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-Laerte, você está vendo aquilo lá na frente? -Zé apontou.
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A cerca de meio quilômetro a nossa frente, tinha algo no meio da pista, alguma coisa que não dava para identificar de tão longa distância, mas parecia ter vida e se mexia muito.
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-Zé, eu não consigo enxergar direito o que é aquilo.
-Ei, peraí, parece ser um animal. - Moto observou.
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Motoserra tinha razão, a medida que o carro foi se aproximando agente pode notar que se tratava de um cachorro, mas isso não era um bom sinal.
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-Caramba velho, se for um dos cães do Dr. Macabbeus? - Perguntei.
-Esse é o perigo!
-Eu não acredito que eles tenham conseguido correr até aqui.
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Fui desacelerando o carro, o labrador olhou nos meus olhos até o momento em que frenei quase em cima dele, ele transmita um ar de tristeza com aqueles olhinhos quase chorando. Desci do carro, apenas eu, e andei em sua direção, ele ficou parado, apenas me olhando, como se já me conhecesse. Verifiquei todo seu corpo, não havia nenhum transmissor, ele tava limpo. Quando me levantei, ele pulou em meus braços como se eu fosse seu dono, eu realmente não entendia aquilo, pensei que ele estava com fome, sei lá, mas nenhum cachorro jamais tinha sido tão amigável comigo quanto aquele, parecia até que nos conhecíamos.
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-Pessoal, agora temos um novo companheiro.
-Vamos levar ele conosco?- Perguntou Alemão.
-Vamos sim, não podemos deixar ele aqui sozinho na estrada, logo morrerá ou será recrutado pelo Dr. Macabbeus.
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Abri a porta do carro e ele pulou para o banco de trás, muito esperto era aquele cão.
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-Agora ele precisa de um nome. - Moto sugeriu.
-É verdade, um membro do nosso grupo não pode ficar sem um vulgo.
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Pensei por um minuto enquanto todos imaginavam um nome para o cão.
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-Fred, o nome dele será Fred. -Decidi antes que todos.
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No mesmo instante em que pronunciei seu nome, ele olhou para min, como se fosse um sinal de aprovação. Fiquei muito feliz com isso, não sei de onde vinha total segurança, mas sentia ele como um membro de nossa família, minha família que agora eram meus amigos.
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Acelerei o carro mais uma vez, dessa vez mais feliz, eu poderia experimentar essa sensação pelo menos uma vez apesar de estar nessa perseguição interminável. A imagem desse cão não sai da minha mente, sinto que ele vai ser tão importante para nós como a água é necessária a vida.
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O caminho é longo e logo presto atenção total a pista, não sou nenhum profissional no volante, mas estamos bem longe da O.S.E., isso é o que eu pensava.
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-Vocês estão ouvindo isso? - Zé perguntou.
-O quê Zé? Não estou ouvindo nada - Respondi.
-Ouça com atenção, é um helicóptero.
-Caramba velho.
-Acelera aí Laerte, deve ser a O.S.E!!! - Gritou Moto
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Pisei fundo o acelerador e motor rugiu ao máximo. Fred ficou com medo da nossa agitação e logo começou a latir. As curvas começaram a ficar mais fechadas obrigando-me a desacelerar um pouco, o helicóptero ficou mais próximo. Nosso plano começava a ir por água abaixo.