Quando eu abri os olhos pude ver um teto cinza sujo e cheio de mofo, ainda não sabia onde me encontrava, precisava primeiro me recompor para pensar no que tinha acontecido. Relembrei que tinha sido apanhado pela O.S.E junto com meus amigos, fui levado a um furgão preto e apanhei bastante. Agora eu não sabia onde me encontrava mas notei que estava deitado com as mãos e pernas amarradas por cintas de metal, decidi chamar pelos meus amigos:
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-Zé, Alemão, Moto, vocês estão aí.
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-Baixinho, estou aqui amarrado. - Zé foi o primeiro a responder, seguidos dos outros...
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-Estou amarrado velho.
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-Eu também.
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Apesar da lástima situação, pelo menos estávamos reunidos mais uma vez, cada um estava numa extremidade da sala, de modo que não era possível vermos um ao outro. Olhei para os lados e vi vários computadores, muitos deles, muitos monitores também, pude notar que os monitores mostravam vários pontos da cidade, apesar de não todos, mas várias das principais ruas de Salvador.
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-Vocês estão bem brothers? - Perguntei
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-Rapaz, esse negócio está brabo, quero sair daqui.
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-Calma irmão, vamos sair logo daqui, eles estão nos confundindo, estão achando que fizemos alguma coisa, os soldados me contaram durante a viagem. Vocês apanharam muito?
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-O quê?! Geral apanhou.
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-Eu perdi um dente com aquele soco que me deram lá no fast food.
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-Eles vão pagar caro, garanto a você baixinho. - Alemão falou irritado.
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-Temos que arranjar um modo de sair daqui.
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-Já tentei tudo velho, mas esses cintos são super resistentes. - Moto.
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Dei uma olhada geral pela sala novamente, vi uma câmera no alto. Estamos sendo vigiados, foi o que pensei, no mínimo tinha vários microfones espalhados pela sala. Caramba, estávamos presos e sem saber aonde estávamos. Eu precisava fazer algo, tínhamos que agir com inteligência, foi aí que tive uma grande idéia.
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-Ai! Meu coração está doendo.
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-O que foi baixinho? O que você está sentindo?
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-Meu coração está doendo muito.
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Comecei a me debater como se tivesse tendo um ataque de epilepsia, também comecei a babar muito. Só não conseguia me debater mais porque estava amarrado, também gritei bastante. Meus amigos começaram a gritar.
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-Alguém, por favor, ajude meu irmão!
.
-Por favor, ajudem nosso brother!
.
Uma porta se abriu de uma extremidade da sala e de lá saíram dois soldados armados e um senhor alto com um jaleco branco e óculos de grau bastante forte. Aproximaram-se da maca onde eu estava deitado e ficaram me observando por um tempo. Eu continuei me debatendo, porém com menos intensidade.
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-Ajudem ele, por favor, não deixe ele morrer! - Alemão acreditava mesmo que eu estava mal.
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-Mantenha-se calado, por favor! - Falou com ignorância o médico de jaleco.
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-Solte o indivíduo. -Ordenou ao soldado.
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O soldado apertou um botão do controle que estava pendurado em sua cintura. Os cintos se desprenderam da maca, deixando-me assim livre. Parei de debater e fiquei apenas com os olhos bem abertos, como um louco.
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-Agora que você acabou com o seu show, me diga o que quer. - Ele percebeu minha encenação
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-Eu estou passando mal, por favor, me ajude, preciso de um médico.
.
-Sou muito inteligente para cair numa técnica imbecil de um moleque idiota igual você. Levantem esse imbecil!
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Os soldados me levantaram com brutalidade da maca e me colocaram contra a parede e me soltaram enquanto me apontavam as armas.
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-Á propósito, não fomos apresentados. Sou o Dr. Macabbeus, o seu pior pesadelo de hoje. Hahaha.
.
-Não tenho medo de você, seu idiota.
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No mesmo instante levei um soco na barriga.
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-Respeite o doutor, seu moleque! - Falou o soldado que me agrediu.
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-Não se preocupe Lorde, ele não poderá fazer nada.
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-O que vocês querem de nós? Agente não fez nada.
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-Preste muita atenção seu moleque, eu não vou explicar duas vezes. Eu fui contratado pelo governo para ajudá-los numa missão. Posso dizer a você que sou a pessoa mais inteligente desse país e sou cientista a muitos anos. Como você é um simples verme, não entenderá metade das minhas pesquisas científicas. Falarei de modo simples. Durante minhas análises em humanos, eu descobri que o nosso corpo produz uma energia muito forte e essa energia se origina de emoções diversas que sentimos durante a vida. Os mais idosos tem mais energia guardada no corpo. Essa força que eu batizei de "RÉGIO" fica acumulada no cérebro e ela servirá em breve para produzir armas de forças inigualáveis.
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Depois de ouvir toda essa história bizarra, eu estava boquiaberto, mas perguntei.
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-O que eu tenho com isso?
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-Vocês e seus amigos fazem parte da exceção.
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-Que exceção?
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-Como te falei, fui chamado pelo Governo para "retirar" esse poder das pessoas. A única maneira que consegui para fazer isso foi por meio de ondas de rádio. Criei um sistema capaz de sugar todo o poder régio da população, esse sistema gera uma onda tão poderosa que quando entra em contato com o cérebro faz com que a pessoa desapareça no mesmo instante em que ela atenda a ligação, desde que ouça a mensagem completa.
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-E quem não tem telefone nem celular?
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-Eu também criei um transmissor desse sinal e coloquei em vários cachorros, talvez um milhão de cachorros, e espalhamos pela cidade, esse transmissor de ultra potência teria o mesmo efeito de uma ligação.
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-Agora entendo porque vi tantos cachorros ontem a noite.
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-As ligações começaram a ser feitas ontem a noite e em menos de dois minutos 50% da população já tinha sido atingida, em quatro minutos 75%, em seis 99%. Meu plano estava perfeito, eu já tinha acumulado energia suficiente para explodir o nosso planeta umas cem vezes.
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-Pra quê tanta energia? E eu e meus amigos, porque não fomos afetados?
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-Minha missão é apenas guardar a energia. E o motivo de vocês não serem pegos vamos descobrir agora, vou abrir o cérebro do seu irmão, o Alemão.
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-Não, por favor, não faça isso, eu não conto a ninguém o que aconteceu.
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-Depois de tudo o que te contei você nunca viverá meu rapaz, nunca deixarei você sair daqui, não vivo.
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Os soldados me seguraram e levaram-me de volta a maca, onde fui preso mais uma vez. Alemão gritou de lá:
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-Por favor, não façam nada comigo, por favor.
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Todos nós implorávamos piedade, mas eles nem respondiam nada. O doutor ordenou ao soldado:
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-Preparem o Alemão para a operação.
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-Zé, Alemão, Moto, vocês estão aí.
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-Baixinho, estou aqui amarrado. - Zé foi o primeiro a responder, seguidos dos outros...
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-Estou amarrado velho.
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-Eu também.
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Apesar da lástima situação, pelo menos estávamos reunidos mais uma vez, cada um estava numa extremidade da sala, de modo que não era possível vermos um ao outro. Olhei para os lados e vi vários computadores, muitos deles, muitos monitores também, pude notar que os monitores mostravam vários pontos da cidade, apesar de não todos, mas várias das principais ruas de Salvador.
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-Vocês estão bem brothers? - Perguntei
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-Rapaz, esse negócio está brabo, quero sair daqui.
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-Calma irmão, vamos sair logo daqui, eles estão nos confundindo, estão achando que fizemos alguma coisa, os soldados me contaram durante a viagem. Vocês apanharam muito?
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-O quê?! Geral apanhou.
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-Eu perdi um dente com aquele soco que me deram lá no fast food.
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-Eles vão pagar caro, garanto a você baixinho. - Alemão falou irritado.
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-Temos que arranjar um modo de sair daqui.
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-Já tentei tudo velho, mas esses cintos são super resistentes. - Moto.
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Dei uma olhada geral pela sala novamente, vi uma câmera no alto. Estamos sendo vigiados, foi o que pensei, no mínimo tinha vários microfones espalhados pela sala. Caramba, estávamos presos e sem saber aonde estávamos. Eu precisava fazer algo, tínhamos que agir com inteligência, foi aí que tive uma grande idéia.
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-Ai! Meu coração está doendo.
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-O que foi baixinho? O que você está sentindo?
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-Meu coração está doendo muito.
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Comecei a me debater como se tivesse tendo um ataque de epilepsia, também comecei a babar muito. Só não conseguia me debater mais porque estava amarrado, também gritei bastante. Meus amigos começaram a gritar.
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-Alguém, por favor, ajude meu irmão!
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-Por favor, ajudem nosso brother!
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Uma porta se abriu de uma extremidade da sala e de lá saíram dois soldados armados e um senhor alto com um jaleco branco e óculos de grau bastante forte. Aproximaram-se da maca onde eu estava deitado e ficaram me observando por um tempo. Eu continuei me debatendo, porém com menos intensidade.
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-Ajudem ele, por favor, não deixe ele morrer! - Alemão acreditava mesmo que eu estava mal.
.
-Mantenha-se calado, por favor! - Falou com ignorância o médico de jaleco.
.
-Solte o indivíduo. -Ordenou ao soldado.
.
O soldado apertou um botão do controle que estava pendurado em sua cintura. Os cintos se desprenderam da maca, deixando-me assim livre. Parei de debater e fiquei apenas com os olhos bem abertos, como um louco.
.
-Agora que você acabou com o seu show, me diga o que quer. - Ele percebeu minha encenação
.
-Eu estou passando mal, por favor, me ajude, preciso de um médico.
.
-Sou muito inteligente para cair numa técnica imbecil de um moleque idiota igual você. Levantem esse imbecil!
.
Os soldados me levantaram com brutalidade da maca e me colocaram contra a parede e me soltaram enquanto me apontavam as armas.
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-Á propósito, não fomos apresentados. Sou o Dr. Macabbeus, o seu pior pesadelo de hoje. Hahaha.
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-Não tenho medo de você, seu idiota.
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No mesmo instante levei um soco na barriga.
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-Respeite o doutor, seu moleque! - Falou o soldado que me agrediu.
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-Não se preocupe Lorde, ele não poderá fazer nada.
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-O que vocês querem de nós? Agente não fez nada.
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-Preste muita atenção seu moleque, eu não vou explicar duas vezes. Eu fui contratado pelo governo para ajudá-los numa missão. Posso dizer a você que sou a pessoa mais inteligente desse país e sou cientista a muitos anos. Como você é um simples verme, não entenderá metade das minhas pesquisas científicas. Falarei de modo simples. Durante minhas análises em humanos, eu descobri que o nosso corpo produz uma energia muito forte e essa energia se origina de emoções diversas que sentimos durante a vida. Os mais idosos tem mais energia guardada no corpo. Essa força que eu batizei de "RÉGIO" fica acumulada no cérebro e ela servirá em breve para produzir armas de forças inigualáveis.
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Depois de ouvir toda essa história bizarra, eu estava boquiaberto, mas perguntei.
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-O que eu tenho com isso?
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-Vocês e seus amigos fazem parte da exceção.
.
-Que exceção?
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-Como te falei, fui chamado pelo Governo para "retirar" esse poder das pessoas. A única maneira que consegui para fazer isso foi por meio de ondas de rádio. Criei um sistema capaz de sugar todo o poder régio da população, esse sistema gera uma onda tão poderosa que quando entra em contato com o cérebro faz com que a pessoa desapareça no mesmo instante em que ela atenda a ligação, desde que ouça a mensagem completa.
.
-E quem não tem telefone nem celular?
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-Eu também criei um transmissor desse sinal e coloquei em vários cachorros, talvez um milhão de cachorros, e espalhamos pela cidade, esse transmissor de ultra potência teria o mesmo efeito de uma ligação.
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-Agora entendo porque vi tantos cachorros ontem a noite.
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-As ligações começaram a ser feitas ontem a noite e em menos de dois minutos 50% da população já tinha sido atingida, em quatro minutos 75%, em seis 99%. Meu plano estava perfeito, eu já tinha acumulado energia suficiente para explodir o nosso planeta umas cem vezes.
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-Pra quê tanta energia? E eu e meus amigos, porque não fomos afetados?
.
-Minha missão é apenas guardar a energia. E o motivo de vocês não serem pegos vamos descobrir agora, vou abrir o cérebro do seu irmão, o Alemão.
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-Não, por favor, não faça isso, eu não conto a ninguém o que aconteceu.
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-Depois de tudo o que te contei você nunca viverá meu rapaz, nunca deixarei você sair daqui, não vivo.
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Os soldados me seguraram e levaram-me de volta a maca, onde fui preso mais uma vez. Alemão gritou de lá:
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-Por favor, não façam nada comigo, por favor.
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Todos nós implorávamos piedade, mas eles nem respondiam nada. O doutor ordenou ao soldado:
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-Preparem o Alemão para a operação.