Assim que fechamos as portas de vidro fumê, aproveitamos para sentar e descansar um pouco do pânico que nos ocorreu. Não sabíamos o que estava acontecendo, mas sentíamos muito medo, não tinha ninguém para responder nossas perguntas, ninguém pelas ruas, todas as casas fechadas, escuras. Mas sabemos que precisamos fazer alguma coisa.
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-Cara o que vamos fazer? Para onde iremos até esse lugar parece bizarro agora.
-Calma Zé, também estou com medo, mas agora que estamos seguros podemos ter paciência para pensar em algo. - Falei.
-Vamos tentar ligar para nossas casas, vamos avisar aos nossos parentes que ficaremos por aqui.
-Era só o que faltava, olha só Alemão, não tem rede no celular. -Moto surpreso.
-No meu também não tem rede.
-Nós podemos procurar um telefone aqui, com certeza deve ter um. - Eu sugeri.
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Saímos a procura do telefone, ali mesmo no térreo, mas todos eles estavam mudos, até os de ramais estavam com defeito, só ouvíamos um ruído muito forte. Ainda tinha mais 3 andares e o subsolo, acredito eu que ninguém gostaria de descer até lá neste momento, mas para sair daquela situação poderíamos fazer qualquer coisa. Decidimos nos dividir, eu e Moto descemos para o subsolo e Alemão e Zé foram procurar no 1° andar. Qualquer coisa que viesse a ocorrer nós nos encontraríamos em 15 minutos no balcão de guarda-volumes. Então partimos.
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-É Moto, aqui tá um pouco escuro mas pelo silêncio não parece haver ninguém.
-Você ainda tem dúvida? Não há ninguém em local algum.
-Eu ainda não consigo acreditar, não há ninguém, não há telefones, que droga!
-Vamos procurar baixinho, aqui é bem grande.
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Seguíamos ao fim do corredor, já tínhamos entrado em todas as portas e não encontramos nada, só faltava uma porta, ao chegar em frente a porta que estava fechada, ouvimos ao longe o som de algo se aproximando, mas era algo distante e contínuo, vinha do céu com certeza.
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-Moto, que barulho é esse?
-Isso eu conheço bem, é um helicóptero.