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Uma parada em Itapuã (capítulo 11)

Optamos pela casa de Moto, já que estávamos na Orla e ele mora em Itapuã. Entrei na Av. Dorival Caymmi, segui até a primeira rótula e entrei no Novo Horizonte, ele mora no Alto do Coqueirinho. Chegamos até a sua casa e estacionamos. Agente não tinha total segurança do que poderíamos encontrar ali, então decidimos fazer uma pequena reunião. Comecei falando:
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-Moto, tinha alguém em sua casa antes de você sair?
-Só a minha mãe, mas quando eu liguei pra cá ninguém atendeu.
-Certo então, primeiro nós vamos olhar pelas janelas do térreo para ver se tem alguém.
-Vamos lá.
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Todos nós descemos sem fazer barulho, batemos a porta do carro sem fazer força. Todas as luzes estavam apagadas, exceto pelas luzes dos postes que cada vez ficavam mais fracas. Olhando pela janela pude perceber que não tinha ninguém, então entramos.
Vasculhamos em todos os cantos daquela casa escura e descartamos o perigo, a não ser pelo celular da mãe de Moto que estava no chão e desligado. Moto estava abalado e eu podia notar isso, ele não queria demonstrar, mas eu já tinha percebido, naquela situação não tínhamos mais esperanças. Decidimos passar a noite ali, no quarto de Moto, se ficássemos todos juntos poderíamos nos manter mais seguros. O cansaço estava nos nocauteando, e logo eles dormiram, mas eu não conseguia pregar os olhos. Na parede vi o pôster da nossa banda, Mind Trip, no chão, a guitarra de Moto, nós nunca fizemos um show, na verdade agente gostava se divertir. Poxa, pude me lembrar daqueles momentos maravilhosos onde nos divertíamos tanto, isso não poderia terminar de uma maneira tão precoce.
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Meu momento nostalgia foi interrompido pelo susto do barulho infernal de um motor.