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Sonho de uma noite de um bobão (Capítulo 12)

Nos levantamos no susto, o carro deveria está vindo a milhões de quilômetros por hora. Olhei pela janela, e pude ver no fim da rua o carro acelerando em direção a nossa casa. Desespero ocupou nossos corações.


-Caraca, eles nos acharam, será que eles nos seguiram? - Zé já louco.

-Temos que nos defender.


Antes de terminar a frase uma grande idéia surgiu em minha cabeça, desci as escadas correndo, o corredor estava muito escuro, cheguei até a cozinha, peguei uma faca na gaveta, cortei a mangueira do botijão de gás, peguei o acendedor de fogão e voltei correndo me esforçando ao máximo para carregar o botijão. Quando cheguei lá em cima os caras estavam me esperando.


-O que é isso Laerte?

-Nós precisamos nos defender, não podemos ficar sem fazer nada. Me desculpa Moto, mas terei que explodir a sua sala.

-Mas nós podemos nos ferir.

-Nós vamos pular no rio.


O rio ficava ao fundo da casa de Moto, na janela lateral do quarto dele dava para ver. O rio era muito sujo e fedorento, mas naquela situação até nos rio das tripas eu me jogava.


-Prestem atenção, quando eles abrirem a porta, empurramos o botijão pelas escadas, eles vão se assustar e vão atirar e claro o botijão vai explodir. Assim que empurrarmos, pularemos pela janela sem medo, ou é isso ou vamos morrer.

-Zorra, tem até cobra naquele rio. -Moto alertou

-É melhor enfrentar cobras do que a O.S.E.


Ficamos espertos esperando o momento certo, sem fazer barulho, até que chegaram. Eles bateram forte na porta, várias vezes. Até que gritaram:


-Sabemos que vocês estão aí, se entreguem agora!!! Senão entramos e matamos vocês!!!


O momento está chegando, a adrenalina aumenta, até que eles arrombaram a porta.


-Agora!!! -Gritei


Liguei a transmissão e acendi o fogo, Alemão empurrou o botijão escada abaixo, Moto e Zé pularam no rio, Alemão correu para a janela e eu fique esperando. Lá embaixo eu ouvi os tiros, o estrondo, Alemão pulou, fiquei com medo, olhei para trás pude ver o fogo subindo a escada, pulei sem pensar duas vezes.


Caímos naquele rio fedorento, o odor era insuportável, mas pelo menos estávamos vivos.


-Miseráveis, será que eles morreram? - Zé com raiva

-Quem sabe, vamos nadar rápido. -Alertei.


Nadamos o máximo possível, até chegar a uma margem em que fosse possível subir para a pista. Subimos na rua, e corremos muito, bastante, até chegar em uma árvore bem grande onde nos escondemos. Alemão estava cansado:


-Eu não aguento mais isso, eu não aguento mais.

-Calma meu irmão, vamos conseguir sair dessa, agente sempre consegue.

-A cada hora penso que nós vamos morrer, todos já morreram, agente está só penando.

-Fique calmo mano, tudo vai dar certo.


Enquanto descansava fique refletindo sobre tudo. Como a O.S.E nos encontrava tão rapidamente? Peguei meu celular no bolso e fiquei olhando pra ele. Mas é claro, estamos sendo rastreados pelo celular.


-Rápido, peguem seus celulares e destruam agora!!!

- O que foi baixinho?

-Estamos sendo rastreados, com certeza, como não pensamos nisso antes?

-Zorra, é verdade velho, aqueles sacanas estão nos rastreando pelo celular.


Tiramos a bateria, e pisamos em todos eles, até ficarem destruídos. Agora podemos descansar um pouco sobre a lua quase cheia e debaixo daquela árvore tão grande, o problema é suportar o odor.


A noite prossegue, e a nossa saga também...